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A Flor do Cacto
Teatro Politeama | 22 Jun.2011 - 30.Out.2011

A Flor do Cacto é um dos grandes clássicos do teatro de comédia do século XX, regressado ao palco numa nova versão de Filipe La Féria. Um original francês de Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy, foi representado em todo o mundo com enorme êxito por grandes actores como Ingrid Bergman, Walter Matthau, Lauren Bacall e Jean Poiret e em Portugal, pela genial Laura Alves e por Paulo Renato. Filipe La Féria adaptou a famosa comédia para a actualidade, numa sátira ao Portugal de hoje.

Imagem flor do cacto

A FLOR DO CACTO estreou na Broadway em Nova Iorque em Dezembro de 1965, contando com Lauren Bacall no papel da enfermeira, onde foi um dos maiores êxitos teatrais da década ultrapassando as 1200 representações. Rapidamente foi adaptada ao cinema, numa comédia protagonizada por Walter Matthau e Ingrid Bergman, pela qual Goldie Hawn recebeu o Oscar logo na sua estreia no grande écra. Nos anos 70, foi um colossal êxito em Portugal, contando com actores de eleição como Laura Alves, Paulo Renato, Alina Vaz, Carlos José Teixeira, Ângela Ribeiro, Alda Pinto e Rui Mendes, entre outros, permanecendo durante dois anos em cena no Teatro Monumental. Em 2010, Hollywood regressou a uma adaptação extremamente livre deste texto com Jennifer Aniston e Adam Sandler em ENGANA-ME QUE EU GOSTO, enquanto a versão teatral de A FLOR DO CACTO regressou aos palcos de Nova Iorque, nos primeiros meses deste ano, sendo actualmente um dos maiores êxitos da Broadway.

Imagem flor do cacto 2

Na adaptação de Filipe La Féria, esta grande comédia desenrola-se em hilariantes sequências de identidades trocadas e expectativas falhadas com diálogos brilhantes e desempenhos vigorosos, como o ritmo teatral da comédia de boulevard. Entretenimento em estado puro, A FLOR DO CACTO traz-nos a história de Júlio Cortês, um atraente dentista de meia-idade que, para fugir ao compromisso, confessa à sua jovem namorada, Mitó, que é casado. Quando esta pretende conhecer a mulher do seu futuro marido, Júlio tem de recorrer à sua severa enfermeira, D. Irene, para desempenhar este papel e o agreste cacto acaba por dar flor.

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Ficha Artística

DIRECÇÃO ARTISTICA
Filipe La Féria

DIRECÇÃO DE CENA
Helena Rocha

ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO
Inna Lisnyak

DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO
Maria Ruivo

PRODUÇÃO
Maria Ruivo | Catarina La Féria
Margarida Lourenço | João Carlos Martins

DIRECÇÃO FINANCEIRA
João Borges Lourenço | João Silva Santos

CHEFIA TÉCNICA
Fernando Mendes | Paulo Miranda

CONTRA-REGRA
Rosa Areia

CONTABILIDADE
CTA Consultores Técnicos Associados
Carla Caetano | Vera Costa

ASSESSORIA JURÍDICA
Rui Colmonero

CONSULTORIA DE GUARDA-ROUPA
Paulo Julião

GUARDA-ROUPA
Catita Soares | Helena Resende

EQUIPA DE ADEREÇOS
Luís Stoffel | Miguel Quina

LUZ
Carlos Martins | Samba Baldé

SOM
Ricardo Ceitil | Cátia Caetano | Pedro Jesus

COORDENAÇÃO GERAL DE
MAQUILHAGEM E CABELOS

Carlos Feio

TÉCNICOS DE PALCO
André Amaral | Rui Maçãs | Nelson Rodrigues
Filipe Lopes

BILHETEIRA
Mila Santos | Wagner Lobo

RESERVAS
Pepa Martins | Andreia Lopes

CHEFE DE PORTA DE SALA
Fernando Mendes

CAIXA
Francisco Afonso | Custódio Cambado
Benjamim Neves | Victor Monteiro


Elenco

Rita Ribeiro
Irene
Filha dos aclamados actores Fernando Curado Ribeiro e Maria José, também foi como actriz que Rita Ribeiro chegou ao conhecimento do grande público. Na década de 70, pisou os palcos do Teatro Villaret com «Godspell» e nos anos 80, aparece em «Felizardo e Companhia, Lda» de Raul Solnado no Teatro Maria Vitória. Na televisão, participou em novelas como «Origens» em 1983 e dois anos depois, em «Palavras Cruzadas», género a que irá regressar em 1994 «Na Paz dos Anjos» ainda na RTP e, posteriormente na SIC, em «Fúria de Viver» (2001|2002) enquanto as suas primeiras incursões no cinema foram «Saudades Para Dona Genciana» de Eduardo Geada e «Querido Lilás» de Artur Semedo.
No teatro, continuou a somar êxitos com «Aqui Há Fantasmas» (1987) e «What Happened to Madalena Iglésias» (1989), a peça onde iniciou uma produtiva parceria com Filipe La Féria ainda na Casa da Comédia. Esta colaboração manteve-se em «Passa por Mim no Rossio» no Teatro Nacional D. Maria II, onde interpretou magnificamente a figura de Laura Alves; e na grande abertura do Teatro Politeama com «Maldita Cocaína» (1993|1994) e também em «De Afonso Henriques a Mário Soares» (1995). Em 1999, teve o grande êxito da sua carreira com a interpretação de Maria Callas, pela qual recebeu vários prémios de interpretação por esta Master Class como o Globo de Ouro para a Melhor Actriz. Esta foi uma das maiores interpretações de Rita Ribeiro, galardoada com todos os prémios da imprensa num espectáculo de La Féria sobre a eterna diva da ópera em que a grande actriz obteve um desempenho unanimemente considerado perfeito, num espectáculo que esgotou, durante um ano, o Teatro Politeama e que foi um dos maiores êxitos de sempre do Coliseu do Porto. No ano seguinte, seria uma das heroínas de Tennessee Williams em «Rosa Tatuada» também com encenação de Filipe La Féria, onde Rita Ribeiro mede o seu talento com a imagem inesquecível de Anna Magnani, a genial actriz italiana e onde Rita Ribeiro tem de novo uma interpretação memorável. Após o que se segue uma separação de dez anos entre Filipe La Féria e Rita Ribeiro, o regresso ao universo de La Feriano acontece com «A Gaiola das Loucas» e Golde, a protagonista de «Um Violino no Telhado»; espectáculos estreados no Teatro Rivoli e que continuaram a sua carreira no Teatro Politeama, palco onde vai interpretar o papel de Irene, uma austera e rigorosa enfermeira que desabrocha em «A FLOR DO CACTO», num papel que já foi interpretado por grandes actrizes em todo o mundo como Lauren Bacall e Margaret Lindton, Ingrid Bergman no cinema e em Portugal pela genial actriz Laura Alves.

Carlos Quintas
Júlio
Num percurso que vai de Faro a Luanda e depois Lisboa, onde se profissionaliza como actor ao lado de Laura Alves em «Adeus Valentina» no Teatro Variedades, Carlos Quintas é um homem do espectáculo português que dispensa qualquer tipo de apresentação e conta com mais de 50 peças representadas dos mais variadíssimos autores e estilos. Durante cerca de quatro anos, integrou a Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, em peças como «Felizmente Há Luar» de Luís Sttau Monteiro, «As Alegres Comadres de Windsor» de Shakespeare ou «Os Filhos do Sol» tendo saído para fazer teatro musical, género onde adquiriu uma significativa popularidade, nomeadamente em «Godspell» no Teatro Villaret, «Annie» ou «A Severa» no Teatro Maria Matos.
No encontro com Filipe La Féria, desempenha o papel de La Fúria em «Passa por Mim no Rossio», num regresso ao palco do D. Maria. No Teatro Politeama, veste a pele de Júlio no musical «Maldita Cocaína», colabora em «De Afonso Henriques a Mário Soares», encarna o conhecido compositor Frederico Valério em «Amália», é o memorável Professor Higgins de «My Fair Lady|Minha Linda Senhora» e entra também como Capitão Schrank em «West Side Story|Amor Sem Barreiras», onde foi também assistente de encenação.
No cinema, participa ainda no filme «Camarate» de Luís Filipe Rocha. Em 2005 comemora os seus 30 anos de carreira e celebra-os com a encenação da peça «Marlene» com Simone de Oliveira. Em 2006, participa no espectáculo de inauguração da praça de touros do Campo Pequeno. Mantém-se na série «Camilo em Sarilhos II». É o Capitão Von Trapp no musical «Música no Coração», mais uma produção de Filipe La Féria. Depois da estreia no Teatro Rivoli em 2009, regressou ao Teatro Politeama no desempenho admirável de Armando del Carlo no musical «A Gaiola das Loucas», peça que ainda viajou até ao seu Algarve em Agosto de 2010. Em Outubro do mesmo ano, é convidado por La Féria para uma participação especial no papel do Capitão dos Cossacos em «Um Violino no Telhado». 2011 é ano de recriar Júlio, um dentista com uma vida amorosa bastante atribulada em «A FLOR DO CACTO», na adaptação revista e actualizada de Filipe La Féria, num papel que pertenceu a Paulo Renato no palco do Teatro Monumental e a Walter Matthau no grande ecrã.

Victor Espadinha
Henrique
Pisou pela primeira vez os palcos em Lourenço Marques, Maputo, no Teatro Avenida onde se estreia como profissional em 1962 num Sarau Vicentino onde interpreta Paio Vaz no "Auto da Mofina Mendes" ao lado de Henrique Santos. Depois da representação, foi a vez do jornalismo na Rádio Clube de Moçambique e nodiário «A Tribuna». No regresso a Portugal, Victor Espadinha ainda trabalha no "Diário Popular" e no Rádio Clube Português mas em 1966 é contratado por Vasco Morgado para substituir João Perry e estreia-se
no Teatro Villaret na peça «Deliciosamente Louca», contracenando com Eunice Muñoz, Rogério Paulo e Ruy de Carvalho. Anos depois, tem um estrondoso sucesso na comédia «Mostra-me a tua piscina» em cena durante dois anos no Capitólio.
Na sequência de uma actuação como cantor em «A Visita da Cornélia», grava um tema que se torna um ícone da canção romântica «Recordar é Viver» e que, décadas mais tarde, está na origem do convite dos Ornatos Violeta para uma participação especial em «Ouvi Dizer». Na televisão, além da apresentação do programa «Para Variar» que acabou por ficar conhecido pela frase de assinatura «Roda o Palco», Victor Espadinha tem sido uma presença assídua, nos últimos anos, em telenovelas e séries como «A Família Mata», «Podia Acabar o Mundo», «Malucos do Riso», «Amanhecer», «Ganância», «O Fura-Vidas» e «O Bairro da Fonte», entre outras. Uma figura incontornável do Parque Mayer, Victor Espadinha entrou em inúmeras revistas no ABC, Maria Vitória e Variedades, e comemora 50 anos de palco em 2012, estreia-se agora no Teatro Politeama no papel do sedutor político, Henrique Amaral, em A FLOR DO CACTO de Filipe La Féria.

Joel Branco
César
Um dos mais populares actores do teatro ligeiro, Joel Branco é uma referência
incontornável da Revista no Parque Mayer onde foi uma das primeiras figuras e onde se estreou, em Outubro de 1963, como bailarino no Teatro Maria Vitória. Com mais de 47 anos em cima do palco, revelou-se como actor e cantor em «Godspell» no Teatro Villaret e confirmou todo o seu talento, ao lado da icónica Ivone Silva em «Não há nada para ninguém», trabalho pelo qual recebeu os Prémios de Melhor Actor do Ano, atribuídos pela revista «Nova Gente» e pela Casa da Imprensa. A sua colaboração com Filipe La Féria tem início com «Amália» e, ao longo de mais de uma década, tem-se prolongando em grandes espectáculos como «My Fair Lady|Minha Linda Senhora», «A Canção de Lisboa», «Música no Coração», «A Gaiola das Loucas» e, mais recentemente, no papel de Lazar Wolf, o talhante que procura desesperadamente uma jovem noiva em «UM VIOLINO NO TELHADO». Em «A FLOR DO CACTO», La Féria volta a convocar Joel Branco, desta feita para o papel de um fura-vidas fashion, o blasé César Ponti.

Helena Rocha
Lucilia
Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professora de Ensino Secundário desde 1971, foi cançonetista na década de 60, gravou três discos, e participou em muitos programas de televisão, rádio e espectáculos. Retomou as actividades artísticas em 1995 pela mão de Filipe La Féria, de quem se tornou colaboradora como actriz, tradutora, co-autora e directora de cena: «Todos ao Palco», «Saudade do Futuro», «Faça-se Ouvir», «O Vison Voador», «A Casa da Saudade», «A minha Tia e Eu», «Rosa Tatuada», «Amália», «My Fair Lady», «A Canção de Lisboa», «Jesus Cristo Superstar», «Música no Coração», «A Gaiola das Loucas» e mais recentemente no extraordinário papel da Casamenteira de " Um Violino no Telhado". Para «A FLOR DO CACTO», Filipe La Féria ofereceu-lhe o papel de Lucília Campos, uma
velhota endinheirada com uma curiosidade indomável sobre a vida dos outros.

Hugo Rendas
Igor
Começou por fazer Teatro no Grupo do C.A.C. de Torres Vedras. Participou em concursos televisivos como «Selecção de Esperanças» e «Todos ao Palco», após o qual começou a trabalhar com Filipe La Féria em grandes projectos como «40 anos da RTP», «Camaleão Virtual Rock», «Festival da Canção 97», «Paris Hotel» e «Campo Pequeno de Novo em Grande».
No Teatro Politeama colaborou em espectáculos de Filipe La Féria como «Maria Callas», «Rosa Tatuada» e «Música no Coração». No Musical «Jesus Cristo Superstar» interpretou Herodes e em «O Principezinho» o Aviador, sendo galardoado com o prémio actor-revelação de 2007 por ambas as interpretações. Depois da participação como o romântico Ricardo Del Carlo em «A Gaiola das Loucas», Hugo Rendas vestiu o fato do tímido Motel, o alfaiate de «Um Violino no Telhado», papel que rendeu novo prémio de interpretação atribuído pelo Guia dos Teatros.
Em «A FLOR DO CACTO» Hugo Rendas vai dar corpo a Igor, um jovem actor com uma vida profissional e amorosa algo instável, repleta de várias sequências cómicas características da grande comédia que Filipe La Féria traz de regresso ao palco do Teatro Politeama.

Patrícia Resende
Mitó
Nos últimos anos, o trabalho de Patrícia Resende pode ser visto em várias participações televisivas em séries e novelas como «Sedução», «Morangos com Açúcar», «O Dia do Regicídio», «Inspector Max», «Ana e os Sete» e «Super Pai», a par do papel de Clara no grande ecrã em «E o tempo passa» de Alberto Seixas Santos. Contudo, a representação surge através do papel de Amália enquanto criança no aclamado musical de Filipe La Féria, com quem volta a trabalhar em espectáculos como «A Canção de Lisboa» e «Música no Coração» e ainda «O Meu Pé de Laranja Lima», desta vez encenada por Rui Luís Brás.
A sua carreira nos musicais continua em «Cabeças no Ar» de Carlos Tê, com encenação de Adriano Luz, no Teatro São Luiz e no Coliseu do Porto, além de «Evil Machines» de Terry Jones. No ano passado, integrou o elenco da Companhia Bica Teatro, entrando em projectos como «O Cão e o Lobo», «Matemática» e «O Pássaro e a Mulher de Vidro».
No regresso ao Teatro Politeama, Patrícia Resende será Mitó, no papel que na estreia de Goldie Hawn no cinema lhe trouxe um Oscar de Melhor Actriz Secundária, em «A FLOR DO CACTO», a grande comédia de Barillet e Grédy adaptada e encenada por Filipe La Féria.

Bruna Andrade
Rute Cassilda
Natural de Paços de Brandão, Bruna Andrade foi uma das finalistas do programa «Ídolos», tendo obtido o quinto lugar. Tem participado em inúmeras galas sob a direcção artística de Henrique Feist e a direcção musical do maestro Nuno Feist, como a «Gala do Cinema», «Gala dos Grandes Mestres dos Musicais», «Gala Latina» e algumas edições dos «Globos de Ouro» da SIC, entre outras. Integrou o elenco de «José e o Deslumbrante Manto de Mil Cores» e depois com Filipe La Féria, participou em «Jesus Cristo Superstar», em «Música no Coração», «Um Violino no Telhado» no Teatro Rivoli, onde foi também a Rainha de Copas em «Alice», a Bruxa Má do Oeste em «O Feiticeiro de Oz» e Lilly Ritz, a namorada de Rooster em «Annie», um papel que já foi interpretado pelos maiores nomes da Broadway como Liza Minnelli.
A seguir, foi uma diabólica Cuca em «O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO» que, depois de aterrorizar milhares de crianças, fugiu para o Havai. Agora em «A FLOR DO CACTO», Filipe La Féria volta a apostar em Bruna Andrade, entregando-lhe o papel da modelo Rute Cassilda, uma ingénua vítima dos hilariantes meandros da produção de moda.


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