A Menina do Mar
Teatro Politeama | Dez.2004
Teatro Sá da Bandeira | Abril a Junho 2005
"A Menina do Mar" é um mágico musical baseado no conto da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, das vozes mais belas da poesia portuguesa.

Obra eterna e património da literatura infanto-juvenil, "A Menina do Mar" de Sophia de Mello Breyner Andresen perdurará através de todas as gerações num apelo ao sonho, transportando o espectador ao mundo do imaginário, de uma poesia luminosa, repleta de canto, ritmo e harmonia.
"A Menina do Mar" é uma história de amizade entre o Rapaz e a Menina. Há uma troca de experiências, nascendo em cada um deles a ânsia de atingirem a liberdade plena, pois qualquer um deles tem barreiras físicas que os impedem de ser completamente livres. A Menina é detentora de dois dons: pode respirar fora de água como os homens e dentro de água como os peixes. Sempre viveu no mar e quer conhecer a Terra mas não pode afastar-se muito da água porque fica seca e desidratada. Além disso tem a sua liberdade condicionada porque é a bailarina da "Grande Raia", senhora daqueles mares, que a traz constantemente vigiada, impedindo-a de realizar o seu sonho de conhecer os mistérios da Terra. O Rapaz é um apaixonado pelo mar e, depois da descrição que a Menina lhe faz da sua vida do fundo do mar, fica seduzido e desejoso de experimentar todas aquelas maravilhas do jardim das ondas. "A Menina do Mar" é um relato maravilhoso das aventuras vividas pelos dois amigos, na tentativa de conseguirem alcançar e realizar os seus sonhos, "fazendo levantar a cabeça das nossas crianças para o assombro".
Sophia de Mello Breyner Andresen
Nasceu em 1919. Frequentou o curso Filologia Clássica na Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborou em diversas revistas como Cadernos de Poesia, Árvore ou Távola Redonda.
Embora tenha publicado os primeiros livros em 1944 (Poesia) e 1947 (Dia do Mar), o nome de Sophia aparece associado às mudanças poéticas verificadas em Portugal nos anos 50: soberania da palavra poética, exigência de uma palavra pura e justa, vinculação da justeza do poema à justiça na cidade, retorno de uma infinita exigência de sacralidade expansiva.
Em 1950 publicou Coral, em 54 No tempo dividido, em 58 Mar Novo, em 61 O Cristo Cigano, em 62 Livro Sexto, em 67 Geografia, em 72 Dual, em 77 O nome das coisas. Também em 1970 publicou Grades uma antologia de poemas de resistência. E o essencial da sua obra começou a ser reunido em Antologia, com uma primeira edição em 1968, e uma 4.ª edição aumentada em 1975, com um importante prefácio de Eduardo Lourenço. É hoje um dos grandes nomes da poesia portuguesa contemporânea.
Mas a sua obra abrange também o domínio da ficção, tendo publicado em 1962 Contos exemplares e em 1984 Histórias da Terra e do Mar, além de numerosos livros de contos para crianças. É também importante a sua actividade de tradutora, tendo publicado A anunciação a Maria de Paul Claudel, O Purgatório de Dante, Hamlet de Shakespeare e Medeia de Euripedes.