Aos professores

Num espaço onde actores e crianças terão uma relação interactiva, La Féria vai situar o jardim dos sonhos de Alice num musical dedicado ao público infanto-juvenil.
“Alice no País das Maravilhas” é a obra-prima de Lewis Carroll, genial escritor, que criou personagens fascinantes neste seu livro pleno de fantasia que La Féria transformou num musical encantado que irá surpreender as crianças e adultos.
Lewis Carroll era um professor de matemática, exigente, reservado, profundamente religioso, que viveu em plena época victoriana e que criou “Alice no País das Maravilhas” um dos maiores clássicos da literatura e que, através dos tempos, tem dado origem a belos e originais espectáculos.
Agora será a vez de La Féria nos oferecer a sua Alice, uma Alice vista através dos olhos de uma criança numa atmosfera de sonho e de espanto.

Num espectáculo interactivo, em que as próprias crianças participarão na representação “Alice no País das Maravilhas” despertará nos jovens espectadores a paixão pelo teatro, como palco de fantasia e do conhecimento estético da beleza numa provocação à sensibilidade da criança, divertindo-a, educando-a e levando-a para o país do sonho.

Conta-me uma história
Que me leve a outro mundo
Conta-me uma história
De sol, da terra e do mar profundo
Uma história que me faça sonhar
E que me leve a um país
Onde eu seja feliz
Onde eu possa voar
Conta-me uma história
Do país do longe
Onde estivemos
E não podemos voltar
Conta-me uma história
E deixa-me sonhar

A ida a “Alice no País das Maravilhas”

Estamos certos que, para muitas crianças e jovens, a ida ao teatro está intimamente relacionada com a vida escolar; para a grande maioria, ir com a escola ao teatro será talvez a única experiência enquanto espectador dessa forma de arte.

Este facto requer alguma reflexão, já que tratando-se o teatro de «uma forma de arte específica, uma arte do verbo e do simulacro, um espaço simbólico e metafórico onde as noções de personagem e de interpretação constituem o interesse e a intensidade da comunicação», a ida escolar ao teatro solicita um conjunto da atitudes, primeiro por parte dos professores e educadores, no sentido de, mais do que um ritual a cumprir anualmente, constituir uma verdadeira sensibilização à linguagem teatral.

Fundamental é que os alunos estejam de alguma forma preparados para o espectáculo a que vão assistir, quer pelo estudo prévio do texto que serviu de suporte ao espectáculo, quer pela leitura do programa do espectáculo, ou por qualquer actividade que o predisponha para o que vai ver.

Mesmo sabendo-se que as reacções de um público infantil não são idênticas às dos adultos, não existe nada mais constrangedor num espectáculo do que verificar que os alunos são literalmente «despejados» na sala, sem qualquer noção do que significa estar ali nem do que se vai seguir.

Se estes aspectos são inquestionáveis a partir de determinado nível de escolaridade, pensamos que mesmo para os mais novos (até ao final do 1.º ciclo ), assistir a uma representação teatral não pode deixar de ter consequências, isto é, deve repercutir-se de alguma maneira no trabalho a desenvolver com as crianças. E esses ecos podem assumir variadíssimas formas, desde o simples visto, «desmontando-se» assim (de acordo com as idades) um pouco da linguagem teatral; até ao recurso a outras «representações»/ interpretações do espectáculo, através da expressão plástica ou da produção de textos de crítica, de recriação, etc.

Quando decidimos levar os alunos ao teatro, optamos, naturalmente, por uma representação que tenha estreita relação com a prática curricular. Da maior utilidade, a partir de determinada idade, será a elaboração de uma «ficha de apreciação do espectáculo», a preencher pelos alunos antes e/ou após a representação. Não existindo um «modelo», convém, no entanto, salientar que essa ficha deve incidir preferencialmente sobre elementos específicos da linguagem teatral, perspectiva que neste caso será a mais pertinente, levando o aluno a observar e registar aspectos ligados à forma como o encenador trabalhou as diversas linguagens que tem ao seu dispor (cenário, luz, som, movimentação cénica, vestuário, acessórios, etc.).

Dossier informativo para as escolas aqui