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Contactos
Teatro Politeama

R. Portas de Sto. Antão, 109
1150-266 Lisboa

Telefone Geral:
213405700

Produção:

213462133

Fax Produção:

213405719

E-mail:

producao.politeama@filipelaferia.pt

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História do Teatro Politeama

Luís António Pereira, que era um homem apaixonado pelas artes do espetáculo, sonhou dar a Lisboa uma nova sala, onde a música e o teatro pudessem servir o público.
Assim, nuns terrenos que comprou na Rua das Portas de Santo Antão, frente ao Coliseu dos Recreios, lançou em 12 de Maio de 1912 a primeira pedra do que viria a ser o Theatro Politeama.

Encarregou o mais prestigiado arquiteto do seu tempo, Ventura Terra, de traçar os planos do projeto, sendo o responsável pela construção, José Passos Mesquita. Das decorações do teatro ocuparam-se o escultor Jorge Pereira e os pintores Benvindo Seia e Veloso Salgado.

Finalmente, Luís António Pereira inaugurou a 6 de Dezembro de 1913 o "seu" Politeama!
O espetáculo de estreia foi com a opereta "Valsa de Amor", com Cremilda de Oliveira e Sofia Santos nas principais figuras.

Muitas foram as Companhias de Teatro que representaram no Politeama: Ângela Pinto, Palmira Bastos, Alves da Cunha, Brunilde Júdice, Adelina Abranches - Aura Abranches, Lucinda Simões - Erico Braga, Maria Matos, Nascimento Fernandes, Luísa Satanela - Estevão Amarante. Foi neste teatro que Amélia Rey Colaço, já em termos de Companhia Rey Colaço & Robles Monteiro, representou "O Lodo", de Alfredo Cortez e "Salomé" de Oscar Wilde, duas peças polémicas na sua época e após temporadas de grande sucesso artístico, saiu para, mais tarde, tomar a concessão e a direção do Teatro D. Maria II.
Aqui, neste palco, Palmira Bastos, interpretou com grande êxito "A Dama das Camélias". Em 1935, na Companhia Alves da Cunha, estreou-se em 20 de Agosto a grande atriz Laura Alves em "Duas Garotas de Paris" ao lado de João Villaret. Por este teatro passaram os maiores atores da cena portuguesa do séc. XX como António Silva, Irene Isidro, Vasco Santana, Teresa Gomes, Raúl de Carvalho, Emília de Oliveira, Ruy de Carvalho, Varela Silva e Curado Ribeiro.

Durante anos o Politeama foi cinema estreando filmes históricos como Casablanca, em plena II Grande Guerra Mundial, o que provocou uma autêntica batalha campal entre os espetadores.

Nos anos 50, Igrejas Caeiro realizou neste palco o célebre Comboio das Seis e Meia em que ficaram célebres as figuras de Zéquinha e Lélé, interpretadas por Vasco Santana e Irene Velez. Neste programa radiofónico que era transmitido do Politeama, ficaram célebres as atuações de Amália Rodrigues, que estreou aqui vários dos seus grandes sucessos, como "Foi Deus".

Muitas festas de homenagem a várias personalidades do espetáculo que aqui tiveram lugar, desde Ângela Pinto a Dário Nicodemi, de Guilhermina Suggia a Nascimento Fernandes e, recentemente, a Armando Cortez, Luzia Maria Martins, a encenadora que aqui se estreou como atriz em 1933 na companhia de revista de Linda Demoel, a Igrejas Caeiro e Maria Helena Matos, que neste palco representou durante mais de um ano, com sua mãe, Maria Matos, a célebre comédia "O Domador de Sogras" com as geniais Maria Matos e Adelina Abranches.

Também o Politeama foi palco de bailado: Francis Graça com Verde Gaio e o Ballet Gulbenkian que realizou várias temporadas.

A célebre companhia de bailados no gelo, "Holiday on Ice" estreou-se em Portugal no palco do Politeama.

Mário Viegas nos anos 80 estreia "Fim de Festa", de Samuel Beckett, representando no horário da 2ª matinée enquanto o Politeama era explorado como cinema.

Finalmente em 1991, Filipe La Féria, remodelou o Teatro Politeama, estreando em 1992 neste palco o grande musical "Maldita Cocaína" de sua autoria.

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