O Principezinho Teatro Politeama | Dez.2006
Teatro Rivoli | Set.2007
Ligando-se às comemorações dos sessenta anos da publicação de "O Principezinho" e respeitando a obra de Saint-Exupery, o encenador tira das páginas do livro e passar para a magia do palco as personagens e os episódios que durante anos e anos fazem sonhar adultos e crianças.
Numa altura em que o sonho se afasta cada vez mais do quotidiano de cada um, Filipe La Féria quis apelar à imaginação das crianças, para que o jovem público de hoje possa, em anos vindouros, ensinar os seus filhos os mesmo ideais e valores, para que as futuras gerações vivam num planeta mais solidário, mais sensível e mais feliz.
Biografia de Antoine de Saint-Exupéry
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger de Saint-Exupéry (29 de Junho de 1900, Lyon - 31 de Julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.
Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. A 3 de Novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Porém, o seu corpo e os escombros do avião nunca foram encontrados.
As suas obras foram caracterizadas por alguns elementos em comum, como a aviação ou a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais de França e outros países, sobre vários assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
No entanto "O Principezinho" (1943) é a sua obra prima. Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos.
"O Principezinho" é uma obra aparentemente simples, mas, apenas aparentemente. É profunda e contém todo o pensamento e a "filosofia" de Saint-Exupéry. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o homem de negócios, o geógrafo, a raposa, a flor, o vaidoso solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa. No planeta havia também uma flor, uma formosa flor de grande beleza mas muito vaidosa. Foi a vaidade da rosa que fez entristecer o Principezinho e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.
É um conto muito belo e de uma deslumbrante poética que nos mostra uma profunda mudança de valores e nos ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Entregamo-nos às nossas preocupações diárias, tornamo-nos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos. "O Principezinho" é uma obra eterna e um verdadeiro Património da Humanidade.
Entre as principais obras deste autor estão: "O aviador" (1926); "Correio do sul" (1929); "Voo nocturno" (1931); "Terra de homens" (1939); "Piloto de guerra" (1942) e "O Principezinho" (1943).
60 Anos
A edição francesa de "O Príncipezinho", do escritor Antoine de Saint-Exupéry, completa 60 anos mantendo o recorde do livro mais traduzido da história da literatura, além de ser uma referência para crianças e adultos de todo o mundo.
Publicado inicialmente nos Estados Unidos, em 1943 - onde o autor se tinha refugiado desde a invasão da França pelos nazis, na 2ª Guerra Mundial -, "O Príncipezinho" é o livro francês mais vendido em todo o mundo (cerca de 80 milhões de exemplares), com 400 a 500 edições.
"Le Petit Prince", conhecido em Portugal como "O Principezinho", é um romance de Antoine de Saint-Exupéry que a princípio aparenta ser um livro para crianças, tem, no entanto, um grande teor poético e filosófico.
Segundo o jornal francês "L'Express" é a obra literária mais traduzida no mundo, a seguir à Bíblia, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialectos, incluindo o aranês, o amazigh e o xhosa, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul.
No Japão existe até um museu para a personagem principal do livro, um jovem sonhador de cabelos louros e cachecol vermelho, "O Principezinho".
Em resposta à questão "Qual é o livro do século?" colocada pela "Sondagem do Século" do jornal "Le Parisien-Aujourd'hui" de Novembro de 1999, foi eleito o livro "O Principezinho"!
Segundo os estudiosos da sua obra, Saint-Exupéry já pensava na personagem muito antes de começar a escrever o livro. Nos seus desenhos dos anos 30, é comum encontrar uma personagem com o cabelo louro, vestido com um longo manto e rodeado de estrelas.
Mas foi só em 1942 que Saint-Exupéry resolveu escrever um livro sobre o jovem. O editor americano Eugéne Reynal, vendo um desenho num guardanapo quando almoçavam juntos, sugeriu que transformasse a personagem no herói de um conto infantil.
Seis meses depois nasceu "O Príncipezinho". Três meses mais tarde, a editora Reynal & Hitchcock publicou-o nos EUA, nas versões em francês e inglês. Uma semana depois, Saint-Exupéry, que lutava como piloto contra as forças do Eixo, partiu para uma missão no Norte da África e nunca mais voltou.
No dia 31 de Julho de 1944, o escritor desapareceu a bordo de seu avião no Mediterrâneo, sem poder ver "O Príncipezinho" ser publicado no seu país natal.
Um ano após o fim da guerra, em 1946, o livro foi lançado em França, primeiro em folhetins, na revista "Elle", e depois como livro de bolso, pela editora Gallimard.
Ficha Técnica
Adaptação, figurinos e encenação;
Filipe La Féria
Tradução: Maria Eduarda Colares
Música: António Leal e Telmo Lopes
Vídeos: Pedro Alegria, Ricardo Fernandes e Rui Fernandes
Ilustrações de vídeo: Gonçalo Viana
Coreografia e assistência de encenação: Inna Lisniak
Direcção de cena: Sérgio Moreno
Adereços: Luís Stoffel, Nuno Elias e Rita Torrão
Cenário: Rita Torrão
Guarda-roupa: Helena Brandão, Catita Soares e Helena Resende
Contra-regra: Maria Neprintseva
Desenho de luz: Jorge Carvalho
Operação de luz: Carlos Martins
Operação de som: Felício Fialho
Assistência de som: Pedro Rodrigues
Operação de vídeo: João Martins
Técnicos de palco: Miguel Augusto e João Trigo
Montagem cenográfica: Rita Torrão
Assistência de montagem: José Balola, Lourenzo Degl'innocenti e Susana Barreiros
Direcção de montagem: Fernando Mendes
Cabelos: Eduardo Beauté
Maquilhagem: Tiago Martins
Elenco
Aviador - Hugo Rendas Principezinho - Martin Penedo e Ruben Silva Flor - Sara Cabeleira Rei - Joaquim Barros Vaidoso - Daniel Gorjão Bêbado - Tiago Martins Homem de Negócios - Tiago Isidro Acendedor de Candeeiros e Geógrafo - Sérgio Moreno Serpente - Andrea Gaipo Raposa - Hugo Goepp Vendedora de Comprimidos - Sofia Cruz Principezinho Substituto - Gustavo Gouveia
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